Os gargalos da operação
A vacinação é reconhecida como um pilar essencial da sanidade na avicultura, mas sua eficácia vai muito além da resposta imunológica. Quando executada com precisão técnica e respeito ao manejo, ela se torna uma ferramenta direta de promoção do bem-estar animal. Por outro lado, falhas no processo causam dor física às aves e desencadeiam um efeito dominó que afeta os índices zootécnicos e a rentabilidade do lote.
Para conquistar resultados superiores, a operação deve ser analisada sob a ótica de uma tríade de interações. Conforme orienta o médico-veterinário Filipe Dalla Costa, coordenador técnico de Bem-Estar Animal na MSD Saúde Animal, o sucesso depende da preparação do ambiente, da qualidade da interação humano-animal e do respeito aos cinco domínios do bem-estar: alimentação, saúde, conforto, comportamento e estado mental.
“As aves são, por natureza, presas e percebem a contenção física como um risco. Se a contenção é brusca ou feita por equipes sem treinamento, o processo gera um estresse intenso, que pode resultar em hipertermia e reações adversas graves”, explica Filipe.
Os gargalos da operação
Erros comuns na linha de frente podem transformar um protocolo sanitário em um fator de risco para a granja. Entre as principais falhas que podem ocorrer estão aplicações em músculos ou articulações inadequadas, ou profundidade incorreta da agulha; uso de agulhas cegas, tortas ou contaminadas; e volume inadequado da vacina ou falhas na diluição.
“Essas falhas manifestam-se no lote através de sinais claros, como dificuldade de locomoção (claudicação), inchaços no local da aplicação e queda imediata no consumo de ração e água”, detalha Filipe.
O prejuízo causado pela vacinação incorreta é multifatorial. Além do comprometimento da imunidade, o estresse e a dor levam à queda no ganho de peso e à falta de uniformidade do lote. Em um mercado cada vez mais rigoroso, granjas que falham nesses processos enfrentam dificuldades em auditorias e no atendimento às exigências de programas de bem-estar animal.
Boas práticas para o sucesso
Para reverter esse cenário, a diretriz é clara: a aplicação correta reduz o tempo de contenção e minimiza o desconforto. Filipe é enfático em afirmar que a equipe deve estar sob constante treinamento para evitar movimentos bruscos ou pressão excessiva sobre as aves, respeitar o local anatômico recomendado para cada tipo de vacina e estruturar o processo para evitar a pressa e a fadiga dos colaboradores, reduzindo também o risco de acidentes de trabalho.
Ainda segundo o profissional, “com uma execução precisa, o animal retorna rapidamente ao seu comportamento normal, permitindo que o investimento em sanidade se traduza, de fato, em produtividade e sustentabilidade para o negócio”.
Investir em bem-estar animal é uma estratégia econômica indispensável para a eficiência e competitividade do setor, e aves devidamente imunizadas e manejadas sem traumas desenvolvem uma proteção robusta contra patógenos sem desviar sua energia metabólica do crescimento ou da produção de ovos.
“Alinhar as boas práticas de vacinação ao bem-estar é assegurar que o potencial do lote seja plenamente alcançado, blindando a granja contra prejuízos econômicos e permitindo um produto final de excelência e alta aceitação no mercado”, ressalta Filipe.
O avanço da vacinação
Visando um setor mais responsável e seguro para os animais, produtores e para o planeta, indústrias como a MSD Saúde Animal investem continuamente em pesquisas e desenvolvimento, impactando em tecnologias como a Sphereon®, para a avicultura. São vacinas armazenadas em pequenos cups de alumínio, que são leves, fáceis de abrir e, o mais importante, totalmente recicláveis. Uma tecnologia que traz facilidade de manuseio, e a rápida diluição contribui ainda para uma aplicação mais uniforme e eficaz, protegendo melhor os lotes de aves contra doenças.
Disponível no mercado brasileiro desde 2021, é uma alternativa revolucionária às vacinas em frascos de vidros, tornando o processo mais higiênico e seguro, além de permitir uma redução significativa de resíduos gerados na fazenda, contribuindo para a preservação do meio ambiente.
Inclusive, por meio dessa tecnologia a MSD Saúde Animal mantém uma parceria com a organização WeForest, que trabalha na restauração de florestas. Quanto mais Sphereon vendidas no mundo, mais árvores são plantadas. Dessa forma, ao usar essas vacinas, o produtor avícola colabora indiretamente com o reflorestamento. Somente no Brasil, já são mais de 16 mil árvores plantadas nos estados de São Paulo e Amazonas.
A MSD Saúde Animal, uma divisão da Merck & Co., Inc., Rahway, N.J., EUA, é uma unidade de negócios global de saúde animal comprometida com a Ciência para Animais mais Saudáveis. Por mais de 130 anos, temos sido pioneiros em ciência inovadora. Somos movidos pela inovação contínua para desenvolver medicamentos, vacinas e tecnologias revolucionárias. Com a experiência direta na fazenda e na clínica, atuamos lado a lado com nossos clientes em cada etapa do caminho. O foco é capacitar aqueles que cuidam dos animais, ajudando-os a gerenciar sua responsabilidade vital com confiança.
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