Em outubro, o ICPFrango fechou o outubro nos 328,76 pontos, +8,89% em comparação a setembro. Trata-se do novo recorde nominal do índice criado em 2011 pela Embrapa e Conab para medir a variação mensal dos custos de produção.
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Os custos mensais de produção de suínos e de frangos de corte calculados pela CIAS (Central de Inteligência de Aves e Suínos) da Embrapa tiveram mais um mês de grande elevação. De acordo com o pesquisador Dirceu Talamini, da Embrapa Suínos e Aves, os cereais de inverno, como trigo, aveia, centeio, cevada e triticale são opções nutritivas para substituir o milho e a soja na alimentação de suínos e aves.
Em outubro, o ICPFrango fechou o outubro nos 328,76 pontos, +8,89% em comparação a setembro. Trata-se do novo recorde nominal do índice criado em 2011 pela Embrapa e Conab para medir a variação mensal dos custos de produção.

A alta do ICPFrango acumula agora 36,33% de alta em 2020 (e +37,43% nos últimos 12 meses). A nutrição das aves (7,91%) e os pintos de um dia (0,61%), foram os itens que mais subiram no mês passado e, com isso, o custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná passou dos R$ 3,90 em setembro para R$ 4,25 em outubro.
Ao programa Brasil Rural da rádio EBC, Talamini explicou que na Europa se produz um trigo destinado a rações. A dificuldade existente, segundo ele, é que o Brasil não dispõe de variedades destinadas à ração animal, que precisam ser produtivas e de custo menor.
“O Brasil se especializou na produção do trigo para consumo humano, para a panificação”, explicou. “Basicamente se produz trigo, uma pequena quantidade triticale, cevada, aveia, mas não com volumes e qualidade direcionada a rações de monogástricos”, salientou.
O pesquisador destaca que a Embrapa Suínos e Aves possui um projeto para fomentar o plantio de trigo para rações. Segundo ele, no Rio Grande do Sul, por exemplo, existe um potencial de cerca de 5 milhões de hectares a serem usados no cultivo de cereais de inverno, especialmente trigo.
Fonte: Embrapa Suínos e Aves e Brasil Rural
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