Junho 2026: compra avança com alta do frango e queda de insumos
Junho 2026: compra avança com alta do frango e queda de insumos
O poder de compra do avicultor paulista voltou a crescer em junho, impulsionado pela combinação entre a valorização do frango vivo e a queda nos preços dos principais insumos da atividade. O movimento ocorre em um cenário de recuperação gradual do mercado doméstico de carne de frango, cujas cotações seguem em alta desde o início do mês, ao mesmo tempo em que a produção nacional atingiu nível recorde no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o Cepea, os preços da carne de frango avançaram em todas as praças, acompanhadas pela instituição desde o início de junho. O comportamento considerado atípico para a segunda quinzena do mês de junho, período em que a demanda costuma perder força. Segundo os pesquisadores, a valorização reflete a retomada gradual do consumo interno e uma oferta ajustada de produtos no mercado.
No segmento de animais vivos, a média do frango negociado no estado de São Paulo atingiu R$ 5,12 por quilo na parcial de junho, até o dia 24/06, alta de 1,1% em relação à média de maio. Apesar da continuidade do movimento positivo, pesquisadores do Cepea observam que o ritmo de valorização foi mais moderado do que o registrado entre abril e maio, influenciado pelo leve enfraquecimento da procura por novos lotes de aves.
A redução dos preços do milho e do farelo de soja reforçou a melhora da rentabilidade da atividade. Segundo a equipe de Grãos do Cepea, o milho segue pressionado pela postura retraída dos compradores durante o período de safra, enquanto o farelo de soja recua diante da maior oferta disponível no mercado.
Como resultado, o avicultor paulista ampliou seu poder de compra. Neste mês, a venda de um quilo de frango vivo permitiu a aquisição de 4,82 quilos de milho, volume 3,9% superior ao observado em maio. Em relação ao farelo de soja, o produtor passou a comprar 3,06 quilos do insumo com a venda de um quilo de frango, alta de 3,7% frente ao mês anterior e o maior patamar desde novembro de 2025.
Mesmo com a oferta nacional em expansão, o mercado tem absorvido a produção. Dados do IBGE mostram que a produção brasileira de carne de frango alcançou 3,734 milhões de toneladas entre janeiro e março de 2026, o maior volume já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 1997. O resultado representa crescimento de 2,2% em relação ao quarto trimestre de 2025 e avanço de 6,9% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, quando foram produzidas 3,492 milhões de toneladas.

Após registrar estabilidade na primeira quinzena de junho, o mercado de ovos voltou a apresentar desaceleração no ritmo das negociações, com recuo nas cotações nas praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Segundo pesquisadores do Cepea, a redução da demanda pela proteína, movimento considerado típico para este período do mês, intensificou a pressão por descontos nas negociações. Com menor fluidez no mercado, produtores passaram a ajustar os preços como estratégia para manter o escoamento da produção.
A expectativa para as próximas semanas mantém os agentes do setor em alerta. De acordo com o Cepea, julho, período marcado pelas férias escolares, costuma apresentar perda de força no consumo de ovos, o que pode influenciar o comportamento das cotações. Nesse cenário, produtores seguem acompanhando a evolução da demanda e os impactos sobre o equilíbrio entre oferta e procura.
Em algumas regiões, agentes do mercado já relatam a programação de descartes de poedeiras mais velhas como uma estratégia para adequar a oferta interna e evitar quedas mais acentuadas nos preços. A medida busca contribuir para um ajuste do volume disponível no mercado diante da possibilidade de menor consumo nas próximas semanas.
Junho 2026: compra avança com alta do frango e queda de insumos
Fontes: Cepea Ovos/ Cepea Frango (com adaptações da redação aviNews Brasil)
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