
A Granja Faria disputa a liderança de mercado com a Granja Mantiqueira, que anunciou a compra da Fazenda da Toca há duas semanas e fatura cerca de R$ 1,4 bilhão.
A Granja Faria está comprando a BL Ovos por R$ 290 milhões. A aquisição – a 15ª da Granja Faria – vai ajudar a empresa a aumentar seu faturamento líquido de R$ 1,47 bilhões este ano para R$ 2 bilhões no ano que vem, e fazer seu EBITDA encostar em R$ 500 milhões. No ano passado, a Granja Faria teve receita líquida de R$ 920 milhões.
A Granja Faria disputa a liderança de mercado com a Granja Mantiqueira, que anunciou a compra da Fazenda da Toca há duas semanas e fatura cerca de R$ 1,4 bilhão. 
Dois motivos justificam o interesse da Granja Faria na BL Ovos. O primeiro é operacional. Segundo Faria, o negócio adiciona 3 milhões de aves ao plantel comercial, que passa a contar com 13 milhões de galinhas, produzindo 10 milhões de ovos diariamente. Além disso, a Granja Faria passa a contar com 4 milhões de matrizes produzindo 3 milhões de ovos férteis, destinados à produção de pintinhos.
O segundo é geográfico. A granja da BL Ovos no Espírito Santo, instalada em Santa Maria de Jetibá, suprirá a demanda de Sergipe, Bahia e parte do Rio de Janeiro. Já a unidade de Goiás, ainda em construção, vai aumentar a penetração da Granja Faria no Centro-Oeste, onde a empresa ainda é pequena.
As duas novas unidades se juntam às três granjas instaladas em Minas Gerais, duas no Rio Grande do Sul e às de Tocantins, Paraná, Santa Catarina e Goiás. Agora, são 11 unidades.
Fundada em 2007, a Granja Faria é o segundo maior negócio de Ricardo Faria, o empresário catarinense que está ganhando escala em terras agrícolas por meio da Insolo, hoje dona de 120 mil hectares. Depois de vender a Lavebras em 2017 por R$ 1,3 bilhão, Faria se dedicou à granja, que na época produzia apenas ovos férteis e faturava R$ 120 milhões.

Mas enquanto a Mantiqueira, sua maior concorrente, está apostando em construir uma marca nacional, a Granja Faria tem preservado as marcas locais que adquire, como Marutani, no Paraná, Iana, no sul de Minas, e a Stragliotto, na Serra Gaúcha. “São dois consolidadores nacionais com estratégias diferentes,” disse uma fonte que acompanha as duas empresas. No Brasil, o consumo per capita é de 260 ovos por ano, contra 320 nos EUA e 450 no Japão.
Fonte: Brazil Journal
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