13 set

IBGE confirma franca expansão na avicultura do Espírito Santo

Os números da avicultura no Espírito Santo mais que dobraram entre 2006 e 2017, segundo dados do do Censo Agropecuário […]

IBGE confirma franca expansão na avicultura do Espírito Santo

Os números da avicultura no Espírito Santo mais que dobraram entre 2006 e 2017, segundo dados do do Censo Agropecuário 2017 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A produção de aves cresceu 115%, enquanto a de ovos teve um aumento de 174%, dados muito acima da média brasileira e dos principais estados produtores.

De acordo com o diretor executivo da AVES (Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo), Nélio Hand, o resultado mostra não só a pujança de um setor organizado, mas a luta diária de todos os envolvidos no grande complexo do agronegócio.

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Nélio Hand é diretor executivo da AVES (Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo)

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“Nenhuma outra atividade da agricultura capixaba cresceu tanto nos últimos 10 anos quanto a avicultura, sendo uma das poucas exceções na produção de animais que não tiveram diminuição nos seus plantéis”, observa Hand.

Entre os desafios do setor, segundo análise da Associação, está enfrentar a burocracia. A entidade avalia que há excesso de legislações e falta de capacidade em acompanhar a dinâmica desse setor, o que muitas vezes faz com que ocorra um ‘estacionamento’ na produção.

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Frente a essa realidade, a AVES avalia que o resultado revela ainda a assertividade do trabalho feito pelo setor no Espírito Santo nos últimos anos, levando a produção de frangos a deixar o patamar de mero produtor de aves vivas a uma indústria moderna, com tecnologia compatível à usada no Brasil e no mundo.

No entanto, mesmo com esse esforço todo, com uma capacidade de dobrar sua produção “da noite para o dia”, a entidade avalia que o segmento ainda é limitado pelas condições que o mercado apresenta com as concorrências desleais, por exemplo, além de outros fatores.

“O setor de produção de ovos está entre os mais automatizados do país, permitindo a pequenos e grandes produzirem com qualidade e competitividade. Vale ressaltar a característica de povo trabalhador que coloca o estado do Espírito Santo na terceira posição nacional. Mas que também na mesma vertente das carnes, precisa conviver com as dificuldades que acabam engessando a produção”, ressalta Hand.

Outros números do setor

 

A AVES mostra outros dados que confirmam o crescimento da avicultura no Espírito Santo na última década. Segundo a entidade, por trás do crescimento que envolve a avicultura capixaba, existem 210 produtores, 7 plantas de abate, 3 integradoras, com mais de 50 integrados, além de 2 incubatórios.

Existem ainda quase 25 mil postos de trabalhos gerados pelos segmentos envolvidos, sem contar as mais de 100 mil famílias cuja renda é resultante da avicultura, a exemplo da agricultura que recebe hoje mais de 50 mil toneladas mensais de adubo orgânico (esterco), abastecendo produções de horticultura, cafeicultura, fruticultura, reflorestamento, entre tantas outras atividades”, enumera Hand.

O setor de transportes é outra atividade econômica extremamente beneficiada pela existência da avicultura, segundo a entidade. Cerca de 25.000 cargas mensais de caminhões são realizadas em caráter exclusivo, para o fretamento de longa distância no transporte de insumos, frango vivo, frango abatido, ovos e esterco. Além disso, ainda existe a terceirização de serviços desse porte.

O grande crescimento apontado no levantamento do IBGE também reflete nos números diretamente econômicos. Segundo a AVES, em 2006 o faturamento bruto da avicultura do Espírito Santo foi de R$ 260 milhões, passando a R$ 2 bilhões em 2017, representando cerca de 2% do PIB do estado.

“O cenário sob o ponto de vista estrutural é favorável. A indústria do frango está com sua estrutura preparada para praticamente dobrar a sua produção e a avicultura de postura comercial também tem o potencial de destacar cada vez mais a sua produção no cenário nacional”, garante Nélio Hand.

O executivo afirma que esse potencial poderia ser maximizado se, em várias vertentes, houvesse maior participação e entendimento do poder público sobre a importância desses segmentos. “Temos recebido sim atenção nos últimos tempos, mas se for verificada sob o ponto de vista de outras unidades da federação, essa atenção está muito aquém do que se vê em outros estados”, argumenta.

Assessoria de Comunicação AVES

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