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O presidente do Centro de Empresas Processadoras Avícolas (CEPA), Roberto Domenech, disse que a situação de sobre oferta da produção avícola argentina ainda não conseguiu encontrar um equilíbrio entre o consumo interno e as necessidades de exportação. Por esse motivo, a indústria avícola terá que começar a antecipar as férias de seus trabalhadores, a partir do mês que vem.
Devido à sobre oferta, atualmente as empresas estão comercializando o quilo de frango abaixo do preço que permitiria cobrir os custos de produção. O presidente do CEPA informou que “o setor deveria vender o quilo de frango a $24 (US$1,39), mais IVA ao sair da fábrica, e hoje estamos em $19,50(US$1,13) ou $20(US$1,15), mais IVA no melhor dos casos”.
A situação anterior foi ilustrada em números por Roberto Domenech, ou seja, contra uma produção de 2,12 milhões de toneladas alcançadas em 2016, este ano o setor encerraria com um volume de 2,02 milhões de toneladas. Com isso, a produção diminuiria aproximadamente 100.000 toneladas.
Entretanto, algumas empresas reduziram a produção, outras o estão fazendo agora e, nesse quadro se inclui o plano de antecipar férias aos trabalhadores. “O setor está muito complicado e há empresas com dificuldades. Se antecipou férias e nos próximos 60 dias haverá mais movimentos deste tipo. O que deveria iniciar em novembro-dezembro se dará nos próximos 15 ou 20 dias”, precisou o representante do CEPA ao La Nación.
A última correção no tipo de câmbio poderia dar maior competitividade às exportações. Segundo os números do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (SENASA), no primeiro semestre de 2017, as exportações de frango (carne e subprodutos) situaram-se em 106.433 toneladas, 2% menor em relação ao mesmo período do ano anterior.
Além disso, o presidente do CEPA disse que havia um preço ruim no mercado interno o mesmo aconteceu com a exportação pelo dólar atrasado. Diante desse cenário, explicou que se teve que optar por perder dinheiro com a exportação.
Devido à redução da produção, também diminuirá a oferta para o consumo interno. No ano passado, o consumo foi de 45,8 quilos por habitante ao ano. No entanto, este ano deve finalizar com 42 quilos per capta. O dirigente do CEPA destacou que não se pode pedir ao consumidor argentino que consuma mais frango, já que este já atingiu um teto. Sob este cenário, o setor avícola argentino afirma que está tratando de evitar uma guerra de preços para que não se castigue mais a operação das empresas.
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