Dois países importadores de produtos avícolas do Brasil reportaram Influenza Aviária Altamente Patógena na mesma semana: México, no dia 2/4, e China, em 4/4. Enquanto no México o problema afetou 150 aves de fundo de quintal, na China, o caso foi reportado numa exploração avícola de 25.472 aves.
A cepa encontrada na China é a da Influenza Aviária Altamente Patógena H5N1. A ocorrência teve início na cidade de Shenyang em 26/3, foi confirmada em 2/4 e informada à OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) em 4/4.
Os órgãos governamentais ainda não conhecem a origem da contaminação que levou à morte de mil, das mais 25 mil aves alojadas em uma granja no condado de Xinmin. As outras cerca de 24 mil aves foram submetidas ao abate sanitário e as autoridades também implementaram:
A confirmação da doença se deu a partir de testes de isolamento viral e RT-PCR, realizados no Harbin National Avian Influenza Reference Laboratory. Shenyang é a capital e maior cidade da província de Liaoning, no nordeste da China.
México
No México, a cepa de Influenza Aviária Altamente Patógena detectada foi a H7N3. O caso teve início no dia 6/3, com a morte de 150 aves de fundo de quintal no município de Acolman, no estado do México.
A suspeita se deu devido à súbita e alta mortalidade de aves, com sinais clínicos que sugeriam a IAAP como cianose, edema e inchaço da crista e barbela. As carcaças das aves foram depostas sanitariamente dentro do prédio afetado, realizou-se a limpeza, lavagem e desinfecção das instalações.
A partir daí, segundo o informe da OIE, fica mantida a vigilância dos prédios localizados na região, restringido o deslocamento de aves no interior do país. O estado do México, segundo o órgão internacional de saúde animal, utiliza a vacinação contra a Influenza Aviária H7N3.
A enfermidade foi confirmada a partir testes de sequenciamento viral, determinação do índice de patogenicidade intravenosa e isolamento viral, realizados, respectivamente, em 8, 10 e 22 de março. Os testes foram realizados pelo Laboratório de biosseguridade nível 3 do SENASICA (Servicio Nacional de Sanidad, Incuidad y Calidad Agroalimentaria).
O caso foi informado à OIE em 2/4.
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