Rio Grande do Sul prova que o Brasil sabe reagir com eficiência às crises sanitárias da avicultura
Rio Grande do Sul prova que o Brasil sabe reagir com eficiência às crises sanitárias da avicultura
A resposta do Rio Grande do Sul aos recentes focos de Influenza Aviária e Doença de Newcastle é um exemplo claro de que o Brasil aprendeu a reagir com eficiência e seriedade frente a crises sanitárias. Em entrevista concedida no estúdio agriPlay — iniciativa do Grupo agriNews Brasil em parceria com a AVIMIG, durante o Avicultor Mais 2025 — o presidente executivo da ASGAV, José Eduardo dos Santos, detalhou como o estado tem conseguido construir um modelo sólido e replicável de biosseguridade.
Rio Grande do Sul prova que o Brasil sabe reagir com eficiência às crises sanitárias da avicultura
Segundo ele, a chave do sucesso está na integração entre setor produtivo, serviço veterinário oficial, instituições técnicas e mídia especializada, fortalecida ao longo de anos por meio de programas como o OVOS RS, criado há mais de uma década.
“O Brasil agiu com a rapidez que faltou a muitos países. O sistema de monitoramento desenvolvido com a Universidade de Santa Maria foi crucial para darmos respostas em tempo real”, reforçou Eduardo.
Além da eficiência técnica, o trabalho da ASGAV também se destaca pela estrutura organizacional preparada para crises, com comissões técnicas integradas ao governo e atuação direta junto à BPA e outros elos da cadeia. Essa capacidade foi decisiva para controlar a Influenza Aviária em Montenegro sem impactos maiores sobre a produção e as exportações.
O programa OVOS RS, por sua vez, tem sido um pilar de capacitação, auditorias educativas e estímulo à cultura de biosseguridade nas granjas.
“Diminuiu-se significativamente a vulnerabilidade do setor de ovos, com apoio técnico, materiais educativos e sem caráter punitivo. Isso trouxe confiança para o setor e reduziu o risco sanitário”, explicou.
Ao final da entrevista, José Eduardo ainda destacou a importância de valorizar os profissionais técnicos, mesmo em trocas de governo. “A biosseguridade brasileira é respeitada porque há continuidade, maturidade e compromisso com a sanidade”, concluiu. O case do Rio Grande do Sul segue ganhando reconhecimento internacional e inspira outros estados a fortalecerem sua estrutura preventiva — mostrando que biosseguridade não é custo: é escudo.
Assista a entrevista completa no canal agriNews TV Brasil:
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