
A UE (União Europeia) planeja auditar plantas avícolas brasileiras em novembro de 2019, antes de, eventualmente, vistoriá-las. A informação consta de relatório (veja o pdf) divulgado no último dia 6/9 pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
Segundo o material, em 2019 as exportações brasileiras de carne de frango o bloco europeu devem recuperar um pouco do terreno perdido em 2018, após o embargo do bloco a 20 plantas frigoríficas exportadoras. O relatório do USDA foi construído com a contribuição dos departamentos agrícolas dos 28 países que compõem o bloco.
“As empresas impactadas precisam agora ‘cumprir as normas da UE e criar um histórico de conformidade’, após o qual a aprovação para exportação para a UE poderá ser concedida novamente após as inspeções da UE”, aponta o relatório.

Ainda segundo o Departamento norte-americano, o Acordo de Livre Comércio MERCOSUL-UE anunciado recentemente poderá, eventualmente, facilitar as exportações brasileiras de carne de aves para o bloco europeu. “Mas sua ratificação levará anos“, salienta o relatório, que destaca ainda o fato de a França ter anunciado oposição ao referido acordo.
A Tailândia é hoje o maior fornecedor de carne de frango para a UE, seguida pelo Brasil e Ucrânia.O mercado da UE foi reaberto para aves tailandesas desde 1º de julho de 2012, após um fechamento de oito anos devido a surtos de influenza aviária, e a importação de pedaços e partes de frango salgado e congelado do país asiático têm aumentado constantemente.
Quanto à Ucrânia, um novo acordo assinado em junho de 2019 entre o país e o bloco europeu entrará em vigor em 2020, reduzindo a cota tarifária de exportação para 50 mil toneladas métricas. Segundo o USDA, isso deverá resultar em uma “redução geral não classificada das exportações da Ucrânia à UE.
Porém, em 2021, deverão ser revistas as regras do DCFTA (Acordo de Comércio Livre Profundo e Abrangente) entre a União Europeia, a Ucrânia, Geórgia e Moldávia. A expectativa é de que os produtores ucranianos de aves pressionem para aumento da quota de importação da UE para 200 mil toneladas métricas.
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