Atual destino da carne de frango brasileira, o país africano agora passará a importar material genético e pintinhos de um dia provenientes das casas genéticas instaladas no Brasil.
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O Zimbábue aceitou a proposta de Certificado Sanitário Internacional apresentada pelo Brasil e é o mais novo mercado aberto para o setor de genética avícola nacional. A informação foi repassada hoje (7/2) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) do Brasil à Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Atual destino da carne de frango brasileira, o país africano agora passará a importar material genético e pintinhos de um dia provenientes das casas genéticas instaladas no Brasil.
Recentemente, países da região austral da África – entre eles, o Zimbábue – registraram surtos de Influenza Aviária, causando impactos na produção local.
“Com os problemas sanitários registrados, o setor da região passou a demandar material genético de alta qualidade”, explica Francisco Turra, presidente-executivo da ABPA. “Por nunca ter registrado Influenza Aviária em seu território, o Brasil se consolidou como referência internacional no fornecimento e backup deste segmento e passará a fornecer genética à cadeia produtiva zimbabuense”, completa.
Para o presidente da ABPA, a “abertura deste mercado a um segmento de alto valor agregado explicita o reconhecimento internacional do status sanitário brasileiro”.
O caso de Influenza Aviária no Zimbábue foi de alto impacto
A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) comunicou em 17 de maio de 2017, que o Zimbábue notificou, de forma imediata a apresentação de uma nova cepa de um agente patógeno da lista da OIE no país. Após a realização de testes diagnóstico avançados de laboratório, confirmou-se, em 1° de junho de 2017, o vírus da Influenza Aviária altamente patógena, sorotipo H5N8 como agente causal. O evento foi registrado em uma área específica dentro do país, LANARK, BEATRICE, SEKE, MASHONALAND EAST. A população afetada foi uma criação comercial autônoma de dois milhões de aves de corte e poedeiras.

Medidas de controle implementadas: Restrição dos transportes no interior do país; Vigilância fora da área de contenção, ou de proteção; Vigilância dentro da área de contenção ou de proteção; Rastreabilidade; Quarentena; Destruição oficial dos produtos de origem animal; Eliminação oficial de carcaças, subprodutos e dejetos de origem animal; Sacrifício sanitário; Zonificação; Desinfecção; Vacinação proibida; Nenhum tratamento dos animais afetados.
Informes de monitoramento: Após 10 informes da doença aviária, em 21 de novembro de 2017, não se apontou casos novos. Todos os locais infectados da granja Lanark foram despovoados e desinfectados sob supervisão veterinária. Durante os últimos três meses, as provas de inibição da hemaglutinação e PCR realizadas nas amostras colhidas nas áreas avícolas adjacentes resultaram negativas para a Influenza Aviária altamente patógena. Toda a granja permanece sob quarentena estrita. A vigilância clínica e sorológica das aves domésticas e silvestres continua em todo o país. A sensibilização sobre a Influenza Aviária continuou em nível nacional, com um total de 1.500 folhetos distribuídos nos inúmeros mercados avícolas visitados no país.
O status do foco apresentado em Zimbábue está resolvido, segundo a publicação da OIE com data de 21 de novembro de 2017.
Com informações da Assessoria de Imprensa da ABPA
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