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23 set 2019

Controle da Coccidiose Aviária em Poedeiras Comerciais

A coccidiose é uma das enfermidades infecciosas de maior impacto econômico na avicultura industrial, passando a uma preocupação para a postura comercial. Confira!

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Español (Espanhol)

A coccidiose aviária é uma doença parasitária causada por protozoários das espécies do gênero Eimeria.

Representa uma das enfermidades infecciosas de maior impacto econômico na avicultura industrial, tanto para frangos de corte, como para reprodutoras e, tornou-se nos últimos anos também motivo de grande preocupação para o setor de postura comercial.

coccidioseA avicultura de postura comercial nos últimos anos, passou por enormes avanços na estrutura produtiva e na ambiência oferecida aos animais.
coccidiose biovetNeste cenário, destaca-se a verticalização e climatização dos galpões, com modernas estruturas automatizadas para o alojamento das poedeiras comerciais.

Esse tipo de galpão permitiu potencializar a produção das granjas, aumentando ainda a capacidade alojada numa mesma área produtiva.


Proporcionou também, maior facilidade no arraçoamento das aves, na retirada das excretas, mas principalmente no manejo de coleta dos ovos comerciais.

coccidiose biovetApesar dos diversos benefícios comprovados e já destacados desta nova tecnologia, um ponto de fundamental importância predispôs as aves de gaiolas aos desafios de campo por coccidiose.
coccidiose biovet

O contato e acesso às próprias fezes, através das esteiras, suscitou nas poedeiras de gaiola uma condição epidemiológica semelhante às das poedeiras de piso, desencadeando então a manifestação da enfermidade.

LEVANTAMENTO EPIDEMIOLÓGICO

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COCCIDIOSENo ano de 2009, o Biovet Vaxxinova apoiado por sua equipe técnica e laboratorial, realizou um extenso levantamento epidemiológico de campo para coccidiose aviária nas poedeiras comerciais, em sua maioria criadas no sistema vertical com baterias de 4 a 6 andares.

Amostras

Amostras de fezes e de intestinos de aves em recria de mais de 30 granjas localizadas nos principais estados brasileiros produtores de ovos comerciais, foram colhidas e analisadas para detecção da positividade ao protozoário e identificação das espécies de Eimerias presentes na criação destas aves.

Resultado

coccidiose biovetComo resultado deste estudo, 100% das granjas com sistema vertical apresentaram positividade para a coccidiose aviária e, todas as 7 espécies de Eimerias patogênicas (E. acervulina, E. praecox, E. maxima, E. brunetti, E. necatrix, E. tenella e E. mitis) para as aves, foram identificadas.

A patogenia e a severidade dos sinais clínicos da doença variam de acordo com o grau de virulência, com a espécie de Eimeria que esteja infectando o lote e quantidade de oocistos esporulados ingeridos pelas aves.

A campo infecções mistas envolvendo duas ou mais espécies de Eimerias são extremamente comuns e, potencializam ainda mais os efeitos e sinais clínicos da doença.

Sintomas que podem ser imputados à enfermidade:

Diarreia, passagem de ração;

Presença de sangue nas fezes;

Desuniformidade;

Refugagem e aumento súbito da mortalidade.

coccidiose biovetNo setor, verifica-se maior preocupação com a infecção e os sinais clínicos provocados pela Eimeria tenella em função da evidente mortalidade, mas as demais espécies de Eimeiras são também relevantes por promoverem extensa destruição das células do intestino, redução na capacidade de absorção de nutrientes, imunossupressão e interação com outros agentes de campo.

Para a prevenção e controle da coccidiose aviária nas poedeiras comerciais, poderão ser considerados os seguintes aspectos: medidas de higiene e desinfecção, uso de fármacos e a vacinação.


coccidioseMEDIDAS DE HIGIENE E DESINFECÇÃO


A limpeza e desinfecção das instalações dos galpões podem auxiliar na diluição da pressão de infecção, mas são pouco eficientes em erradicar os oocistos presentes no ambiente de criação.

A reduzida eficiência dos desinfetantes sobre os oocistos, deve-se a parede dupla presente nesta estrutura, que o torna impermeável a maioria das moléculas, exceto ao gás amônia e ao brometo de metila.

Entretanto, essas duas substâncias são tóxicas e de difícil utilização em condições não experimentais.


USO DE FÁRMACOS


Diferentes drogas são usadas há muitos anos no controle da coccidiose aviária. Entre as diversas drogas de uso comercial, os compostos mais utilizados são divididos em duas categorias: os químicos e os ionóforos.

Químicos

Os químicos, tais como a sulfaquinoxalina, amprólio, diclazuril, entre outros, possuem um modo ação específico, simplificado, agindo em apenas uma determinada etapa de desenvolvimento ou fase do metabolismo do parasita.

Possibilitam dessa forma uma rápida adaptação do parasita ao fármaco e facilitam o aparecimento de resistência.

Ionóforos

Em contrapartida, os ionóforos são compostos por moléculas complexas que atuam no transporte de cátions monovalentes e divalentes por meio das membranas do parasita.

Essas drogas, tais como a monensina, salinomicina, lasalocida, entre outras, causam uma turgidez e degeneração do parasita e o elimina exaurindo suas reservas energéticas por interferir no transporte de energia na mitocôndria. Portanto, são drogas de ação complexa e, por esse motivo, menos sensíveis ao desenvolvimento de resistência.

coccidiosePorém, é amplamente conhecido o fato, que o uso de drogas por períodos prolongados e sem descanso, levam a seleção de cepas de eimerias resistentes no campo. A rotação de princípios ativos e de programas, é uma prática recomendada para minimizar este problema.

VACINAÇÃO


A vacinação, prática consolidada no segmento de reprodutoras e de poedeiras comerciais criadas em piso, desponta como a ferramenta de eleição no controle da coccidiose em galpões verticais.

coccidiose biovetPara adoção desta prática, todo e qualquer medicamento que tenha ação sobre coccídea deverá ser removido do alimento ou da água de bebida fornecida as aves vacinadas, pois inativam a vacina e, comprometem a proteção.

A vacinação não induz resistência e, seu mecanismo de ação permite a disseminação e colonização do galpão por oocistos vacinais, substituindo pouco a pouco os oocistos patogênicos de campo, potencializando a eficiência e o resultado lote a lote.

Vacinas

As vacinas vivas possuem em sua composição, oocistos esporulados das diferentes espécies de Eimerias aviárias e apresentam-se sob a forma líquida. Devido a esta forma de apresentação, cuidados extras na cadeia de frio devem ser implementados para impedir o congelamento da vacina e, por conseguinte sua inativação.

O produto ideal deve atender a importantes requisitos técnicos, que influenciam em sua eficácia, tais como: composição, atenuação, cepas antigenicamente protetoras e formulação.

Composição

coccidiose biovetConter as 7 espécies de Eimerias patogênicas para as aves, uma vez que não existe proteção cruzada entre as espécies. Produtos incompletos, que não contenham as 7 espécies, permitirão uma exposição das aves aos desafios de campo, mesmo que subclínicos.

Atenuação

Ser atenuado ou de baixa virulência para evitar reações vacinais adversas após aplicação e principalmente durante as reciclagens no campo, onde não existe controle sobre a quantidade de oocistos ingeridos pelas aves.

Cepas antigenicamente protetoras

Seleção de cepas compatíveis com os desafios de campo, uma vez que existe a possibilidade de variação interespécies, inclusive com a existência de cepas variantes.

Formulação

Número de oocistos adequados por dose e a viabilidade destes oocistos. Partidas de vacinas novas ou frescas podem conter maiores quantidades de oocistos viáveis que partidas mais próximas da data de vencimento.

coccidiose biovetMétodo de Vacinação

Quase a totalidade dos produtos comerciais disponíveis no mercado, preconizam somente a vacinação das poedeiras comerciais no incubatório, ao primeiro dia de idade, através da via spray.

Exceção se faz, a vacina Bio-Coccivet R do Biovet Vaxxinova, que pode ser administrada tanto no incubatório ou até mesmo no campo, através da via ocular, no primeiro ou no sétimo dia de vida das aves, conjugada com vacinas virais de Newcastle, Bronquite e Gumboro, num único manejo de aplicação.

Todo e qualquer manejo de aplicação individual de vacina será mais uniforme que uma aplicação massal.

Manejo pós vacinação

coccidiose biovetAves vacinadas deverão ser alocadas em gaiolas forradas em 70% de sua área, com papel Kraft de espessura acima de 80 g/cm2.

O papel deverá ser mantido pelo menos até o 16º – 17º dia, após a vacinação para garantir que ocorram ao menos duas reciclagens de campo, reforçando assim o processo de imunização.


Imunidade


A reposta imune inicia-se no momento de aplicação da vacina, mediante a exposição controlada de oocistos esporulados vacinais.

Isto garante uma imunidade precoce, desde os primeiros dias de vida, que somada as reciclagens (ingestão de oocistos vacinais no forro da gaiola) de campo, garantem um reforço na imunidade (efeito booster) e asseguram a proteção por toda a vida produtiva.

Com a imunidade estabelecida contra a coccidiose, há uma redução nos riscos de comprometimento da integridade intestinal, favorecendo um equilíbrio da flora e assegurando melhores condições para digestão de alimentos e absorção de nutrientes.

Assim, as aves podem expressar todo o potencial genético para atingir e superar os padrões zootécnicos esperados. Na prática, isso se traduz em aves mais pesadas, lotes com maior uniformidade, redução da conversão alimentar e menor percentual de mortalidade, culminando com maior lucratividade para os criadores.

coccidiose biovet

coccidiose biovetBIO-COCCIVET R


Bio-Coccivet R foi desenvolvida especialmente para as aves de ciclo longo, através da coleta de centenas de amostras de fezes e intestinos de aves em granjas de diversas regiões do Brasil, selecionando e isolando 7 espécies de Eimerias aviárias que compõem o produto. Isso garante à vacina uma rápida e eficiente proteção imunológica contra as cepas patogênicas de campo.

O perfeito equilíbrio entre composição, dose e atenuação das cepas de Eimeria presentes na vacina, asseguram a imunização na medida certa.

coccidiose biovetCom mais de 14 anos no mercado avícola, e a liderança no segmento de vacina para reprodutoras e poedeiras comerciais no Brasil, a Bio-Coccivet R confirma a expertise do Biovet Vaxxinova no controle da coccidiose, representando um elo de confiança para as principais empresas produtoras de ovos férteis, pintos de 1 dia e ovos comerciais do país.

www.biovet.com.br

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