Com a retirada total das restrições, a ABPA espera que o nível das vendas para o mercado filipino retome patamares equivalentes ao registrado antes da suspensão. O mercado filipino era um dos principais destinos do produto brasileiro na Ásia.
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A ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) comemorou a retirada total do embargo imposto pelas autoridades sanitárias das Filipinas à carne de frango do Brasil, conforme memorando emitido esta semana pelo Departamento de Agricultura do país asiático.
Com a retirada total das restrições, a ABPA espera que o nível das vendas para o mercado filipino retome patamares equivalentes ao registrado antes da suspensão. O mercado filipino era um dos principais destinos do produto brasileiro na Ásia.

No ranking geral, estava entre os 12 principais importadores, para onde foram enviadas cerca de 2% do total exportado pelo Brasil no primeiro semestre deste ano (43,8 mil toneladas).
“O Brasil prestou todos os esclarecimentos, demonstramos a confiabilidade do produto brasileiro e que barreiras sem fundamento técnico científico, sem qualquer esclarecimento e demonstrações, não são bases para um embargo”, explica o presidente da ABPA, Ricardo Santin. “A reabertura demonstra a confiança do mercado filipino na qualidade e no status sanitário na avicultura do Brasil”, avalia, exaltando a ação liderada pela Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, pela Embaixada Brasileira em Manila e pelo Departamento de Promoção do Agronegócio do Ministério das Relações Exteriores.
A suspensão das vendas ocorreu na segunda quinzena de agosto, após a suposta detecção de traços de Covid-19 na embalagem de um produto, em um município chinês. À época, a OMS (Organização Mundial da Saúde) reforçou que não há qualquer evidência científica de que produtos sejam transmissores do vírus.
Segundo o site Manila Bulletin, em memorando, o secretário da Agricultura das Filipinas, William Dar, disse que o Brasil apresentou evidências de que os protocolos de segurança aplicados em seus estabelecimentos de carnes no exterior (FMEs) são equivalentes às diretrizes estabelecidas pelas Filipinas.
“Há evidências satisfatórias para mostrar que as medidas de segurança alimentar em conformidade com as Boas Práticas de Fabricação são consideradas principalmente nas operações diárias do setor processador de carnes brasileiro”, disse Dar.
Fonte: ABPA
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